O acesso à Internet no Brasil

Posted on 6th maio 2012 in Posts (2012)

Por Bárbara Albuquerque e Vinícius Rennó.

Você sabe o que é a Telebrás? a Anatel? ou um Serviço de Comunicação Multimídia? O que é um Provedor de Internet você sabe, não é? Sabe mesmo? São tantas siglas e termos que fica difícil saber exatamente o que são e o que eles tem haver com a Internet que usamos.

Antes de explicar cada um desses termos e siglas, vale lembrar que o maior responsável pela gestão da internet no Brasil é o Ministério das Comunicações. O qual

é o órgão do poder Executivo Federal encarregado da elaboração e do cumprimento das políticas públicas do setor de comunicações. Tem como missão, proporcionar à sociedade Brasileira acesso democrático e universal aos serviços de telecomunicações, radiodifusão e postais, privilegiando a redução das desigualdades sociais e regionais, o desenvolvimento industrial-tecnológico competitivo, a expansão do mercado de consumo de massa e a gestão sustentada do meio ambiente.

Ele está estruturado da seguinte forma:

Organograma do Ministério das Comunicações

Fonte: http://www.mc.gov.br/o-ministerio/organograma

Para os brasileiros usuários da Internet, o que interessa são apenas duas de suas entidades vinculadas: a Telebrás e a Anatel.

A Telebrás (Telecomunicações Brasileiras) é uma sociedade anônima aberta, vinculada ao Ministério das Comunicações. Ela é a responsável por “usar e manter a infraestrutura e as redes de suporte de serviços de telecomunicações da administração pública federal”. Também “cabe à Telebras implementar a rede privativa de comunicação da administração pública federal, apoiar e suportar políticas públicas em banda larga, além de prover infraestrutura e redes de suporte a serviços de telecomunicações prestados por empresas privadas, estados, Distrito Federal, municípios e entidades sem fins lucrativos”. Resumindo, essa empresa é a que fornece a estrutura física para a existência de serviços de telecomunicações.

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) é uma “autarquia administrativamente independente, financeiramente autônoma e não se subordina hierarquicamente a nenhum órgão de governo”. Essa entidade herdou do Ministério das Comunicações os poderes de outorga, regulamentação e fiscalização. “Compete à Anatel adotar as medidas necessárias para o atendimento do interesse público e para o desenvolvimento das telecomunicações brasileiras”. Significa que sua função é regular os serviços de telecomunicações, dentre eles os de acesso a Internet, fazendo valer os interesses da sociedade.

Por sua vez, “empresas que oferecem serviço de banda larga somente podem fazê-lo mediante autorização expedida pela Anatel para explorar o serviço de telecomunicações que irá suportar a conexão, tal como o Serviço de Comunicação Multimídia”. Com essa autorização, uma empresa pode se tornar uma Provedora de Serviço de Conexão à Internet e fornecer esse serviço para assinantes, mediante pagamento.

Em 2010, com o objetivo de massificar a oferta de acessos banda larga à Internet o Ministério das Comunicações criou o Plano Nacional de Banda larga – PNBL (cuja implantação está sob responsabilidade da Telebrás). O programa define como Internet banda larga aquela que “permita aos consumidores finais, individuais ou corporativos, fixos ou móveis, usufruírem com qualidade de uma cesta de serviços e aplicações baseada em voz, dados e vídeo”. O plano tinha como meta 40 milhões de acessos fixos e 60 milhões de acessos móveis à banda larga até 2014, incluídos acessos urbanos e rurais em domicílios, propriedades, empresas e cooperativas. Também seriam contemplados 100% dos órgãos de governo. O plano já promoveu um avanço significativo nas escolas e nas universidades. Mas do ponto de vista do uso residencial, ainda está muito aquém do desejado (confira o gráfico ao lado). Segundo avaliação do Instituto Brasileiro de Defesa ao Consumidor – IDEC em 2012, a Internet Banda Larga continua “lenta, cara e para poucos”.

Para saber se a velocidade (largura de banda) de Internet que você contratou está sendo minimamente cumprida, faça o teste com o  SIMET (Sistema de Medição de Tráfego de Ultima Milha). Este sistema permite que você possa saber como está a qualidade da sua Internet.

O assinante do acesso à internet (banda larga fixa) que tiver algum problema, deve antes entrar em contato com a prestadora. Caso entre em conflito com a prestadora, pode registrar reclamação com a Anatel, em seus Escritórios Regionais e Unidades Operacionais, por meio do seu portal de atendimento ou ainda por meio dos telefones 1331 (Central de Atendimento) e 1332 (exclusivo para pessoas com deficiência auditiva).

1,2,3…4G!

Posted on 19th março 2012 in Posts (2012)

 

Por Vanessa Castro e Thalita Fernandes.


A nova tecnologia que veio para superar a 3G, com alta velocidade e qualidade de conexão, é a 4G. A tecnologia 3G a que estamos acostumados alcança hoje no Brasil uma velocidade de conexão de 1 Mbps. A telefonia móvel de 4ª geração se define por uma convergência entre redes mais rápida, uma diferença 600 vezes maior, alcançando até 100 Mbps, oferecendo: uma grande redução em custos e investimentos, permitindo maior acesso à serviços e bens públicos; abrangência e qualidade maiores nas áreas de conexão, enviando ou recebendo dados, sejam vídeos, músicas ou textos, sem perda considerável de conexão, tudo isso em qualquer lugar que estivermos.

Desde o início do ano de 2011 essa tecnologia já vem sendo conhecida no mundo e já aprovada em alguns países. A Coréia do Sul (sua criadora e portadora da conexão de internet mais rápida do mundo, seguida de Hong Kong e o Japão) buscou inovar, trazendo velocidade na capacitação de ver imagens em alta definição e programas televisivos via celular em 3D, além de outros tipos de recursos que não são permitidos pela internet 3G. O teste feito em um ônibus em movimento  (fora do laboratório) comprovou o sucesso da pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa de Eletrônica e Comunicações (Etri, por sua sigla em inglês), do governo Sul Coreano.

A sensação da diferença de velocidade em relação à 3G

A sensação da diferença de velocidade em relação à 3G

No Brasil, até 2014, essa tecnologia estará disponível em todas as capitais para facilitar o acesso rápido à rede. O objetivo é fornecer internet rápida e de qualidade para todo o país até a Copa realizada no mesmo ano, e possivelmente até mesmo na Copa das Confederações em 2013.

Com leilão marcado para abril deste ano, a ANATEL (Agência Nacional de Tele comunicações) abriu a possibilidade da distribuição da internet 4G a cinco empresas. “A licitação foi dividida em lotes de abrangência nacional, abrindo a possibilidade para que até 5 empresas possam competir no 4G em todo o País”, declarou Rodrigo Zerbone, conselheiro relator da proposta. Atualmente, a conexão 4G está disponível somente em Brasília por um serviço oferecido pela Sky.

#CiberUFV – O fenômeno das Lan Houses

Posted on 6th junho 2011 in Podcasts (2011)

O fenômeno da lan house está presente tanto nas periferias quanto nos centros das cidades. Esta opção de acesso a internet continua sendo muito procurada pelos jovens. Segundo o estudo anual elaborado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, o ano de 2010 registrou que 95% das lan houses apresentam frequência intensa de jovens entre 16 e 24 anos. No país, existem aproximadamente 108 mil lan houses, 45% do total de usuários acessam a internet nesses estabelecimentos. Esses espaços podem ser tratados como um ponto de inclusão digital, já que na periferia, a maior procura se dá devido à falta de computador em casa.

Mário Brandão, diretor presidente da Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital aponta as lan houses como espaços que oferecem conexão à internet e se firmam como ponto de difusão cultural e de conhecimento em localidades de baixa renda.

Este podcast foi produzido por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Viçosa: Eduardo Lopes, Isabela Careta, Kamilla Silva, Marco Túlio Câmara e Raynan Nunes. Apoio técnico: Luan Santos e Murilo Araújo. Orientação: professores Carlos d’Andréa e Kátia Fraga.

Você também pode fazer o download deste podcast, ou assinar o RSS da série #CiberUFV.

#CiberUFV – Inclusão Digital

Posted on 6th junho 2011 in Podcasts (2011)

A inclusão digital é compreendida muitas vezes apenas como o acesso aos computadores. Entretanto, a inclusão efetiva depende da autonomia, capacidade técnica, criatividade, interação e até mesmo do nível educacional dos indivíduos. As escolas são um dos ambientes utilizados para a implantação de políticas públicas para inclusão digital.

Neste sentido, este trabalho busca ilustrar como os viçosenses compreendem a inclusão digital, assim como, verificar qual é a realidade das escolas da micro-região de Viçosa em relação  a esse processo. As medidas governamentais de inclusão encontram-se no Portal das Comunicações e na página do Ministério da Ciência e Tecnologia. Uma das problematizações acerca dos níveis de inclusão podem ser verificadas, no artigo “A noção de exclusão digital diante das exigências de uma cibercidadania”, de Sérgio Amadeu da Silveira.

Este podcast foi produzido por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Viçosa: Angélica Almeida, Iago Miranda, Míriam Santos e Vanessa Coutinho. Apoio técnico: Luan Santos e Murilo Araújo. Orientação: professores Carlos d’Andréa e Kátia Fraga.

Você também pode fazer o download deste podcast, ou assinar o RSS da série #CiberUFV.

Inclusão Digital de Jovens na Microrregião de Viçosa

Posted on 11th abril 2011 in Material de aula (2011)

Pesquisa desenvolvida pela professora Daniela Alves, do Departamento de Ciências Sociais da UFV.

Sérgio Amadeu: Sobre as arquiteturas em disputa e convergência digital

Posted on 29th março 2011 in Seminários (2011)

Tendo em vista, a importância inegável de estudos a respeito de como a internet vem revolucionando o modo de transmissão de informações e quais os interesses comerciais, políticos e sociais se reúnem nas redes digitais, faz-se necessário um aprofundamento dos conceitos e argumentos do professor e pesquisador Sérgio Amadeu da Silveira.

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Palestra “Jovens e internet: inclusão digital e digitalização da vida”

Posted on 28th março 2011 in Material de aula (2011)

Na próxima semana (dia 05/03), teremos a palestra “Jovens e internet: inclusão digital e digitalização da vida”, da professora Daniela Alves de Alves, do departamento de Ciências Sociais da UFV.

A professora recomedou a leitura do artigo “A noção de exclusão digital diante das exigências de uma cibercidadania”, de Sérgio Amadeu da Silveira, publicado no livro Políticas Públicas e Inclusão digital, organizado por Tânia Maria Hetkowski.

A cópia do texto está na LC Copiadora, ok?